quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ser ou não ser eis a questão


 É impressionante vermos o grande aumento do número de pessoas “evangélicas” – sim usarei as aspas todas as vezes que escrever essa palavra acredito que estamos usando-a sem saber seu real significado – em nosso país, haja vista que fomos colonizados pelos portugueses que eram predominantemente católicos (nada contra quem seja apenas um fato histórico), e que as instituições “evangélicas” têm cerca de 150 anos de existência em nosso país dos últimos anos o crescimento é realmente fabuloso.
Mas então me pergunto o que faz uma instituição religiosa – por que no meu entendimento Igreja só existe uma, que é formada por Cristo e todos os que Nele foram salvos – ser considerada “evangélica”?
O termo se refere aos evangelhos escritos no Novo Testamento da Bíblia Sagrada, são os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João, o significado da palavra é “boas novas”. Então esses autores escreveram sobre as boas novas ao mundo que era o nascimento, a vida, a morte e ressurreição de Jesus Cristo o Filho de Deus, o próprio Deus encarnado para nos reconciliarmos com Ele.
Mas o que tudo isso tem relação com chamar ou não às instituições religiosas de “evangélicas”, pelo simples fato de que para ser chamada de tal esta instituição tem como regra básica ensinar e viver de acordo com o que os evangelhos nos ensinam. Sabemos hoje que já existem outras denominações como pentecostal, tradicional, neo-pentecostal e etc., mas todas elas são ditas “evangélicas” então, todas deveriam seguir estes preceitos.
Chegamos ao ponto crucial agora, nos evangelhos estão escritos vários aspectos sobre Jesus, o Cristo, seus ensinamentos, estilo de vida. O mais importante foi que Ele nasceu para nos redimir com Deus e que isto seria feito através de Sua morte e posterior ressurreição  Estes são os dois fatos mais importantes dos evangelhos e não digo isto por conta própria, é só percebermos a narrativa de tais livros eu sempre culminam na missão de Jesus.
Será que nossas instituições religiosas “evangélicas” que tem muitas vezes auditórios lotados estão ensinando sobre a morte e ressurreição de Jesus, sobre como estes fatos são essenciais na vida do cristão, de que não adianta aprender de Jesus se não tiverem em conta esses fatos. Aprender como ele viveu é muito bom e necessário também, mas inútil sem saber que Jesus foi morto para nos reconciliar com Deus e isso só se deu por que foi ressuscitado e hoje se senta a destra do Pai e o mais importante é que qualquer dia ele voltará para buscar aqueles que são seus.
Aonde vamos hoje e ouvimos uma pregação de que Jesus está voltando. Se lermos o livro de Atos dos Apóstolos na Bíblia Sagrada vemos que os cristãos daquela época aguardavam a volta de Jesus ansiosamente, viviam seus dias como se fosse o último e faziam de tudo para que mais pessoas ouvissem das boas novas do evangelho. Hoje dar as boas novas é convidar alguém a ir a sua instituição ouvir o pregador falar sobre como podermos ser felizes aqui, como conquistar a vitória, ou obter sucesso. Mas Jesus disse que passaríamos por aflições aqui, que seriamos como estrangeiros, que a felicidade e vida completa seriam com Ele na Glória.
Não podemos nos deixar iludir com promessas de vidas confortáveis aqui, devemos viver assim como viviam os primeiros crentes, ansiosos pela volta de Jesus, anunciando suas boas novas e vivendo como nos ensinou. Isto sim é ser Evangélico.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um Arauto toca a trombeta

Gostaria de começar hoje com uma frase que li do Reformador Martinho Lutero:"Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado mesmo que faça chover milagres todos os dias”. Me pus a pensar e minha alma se entristeceu profundamente, sou membro de uma igreja(sim, com letra minuscula por que é uma instituição religiosa e não o corpo de Cristo em sua plenitude) que é tradicional e histórica que tem como principio que a Bíblia seja estudada por cada membro e que assim possamos ter discernimento daquilo que ouvimos, fatos esse que com certeza me torna um pouco mais critico com relação às outras denominações religiosas – ou igrejas – pentecostais, mas também aprendi que Deus age de varias formas e com cada um de forma especifica então os respeito muito.
Mas não venho escrever aqui para defender minha posição e sim para discutir e analisar como cristão que sou o que vejo e ouço falar sobre o que acontece no meio em que participo, sim estamos todos os cristãos incluídos neste meio pois Jesus disse que temos que ser como sal na Terra e se um cristão faz algo que não é natural de Deus – nem devia ser chamado cristão – todos os cristãos acabam recebendo o mesmo rotulo. Por exemplo numa determinada denominação religiosa se dá muita enfase ao dizimo e a ofertas em dinheiro, não que isso aconteça em algum lugar, logo aqueles que não são cristãos pensam que todas as denominações são assim. Então venho aqui apenas como um cristão expressar minha opinião sobre o que acontece no meio onde estou inserido e minha opinião sobre isso.
Nada melhor então do que começar com um texto daquele que foi um divisor de águas no Cristianismo, será que hoje em dias os pregadores, se é que posso assim denominá-los, se preocupam com o teor da mensagem ou com a aprovação de seu público, será que eles se preparam pensando naquilo que Deus quer falar ao povo ou o que este poco quer ouvir e se agradar. Quantas palestras, não consigo dizer que são outra coisa além disso, se ouve hoje nas instituições religiosas sobre conquistas, ou quebra de maldições ou sobre cura e quantas ouvimos hoje sobre arrependimento, perdão ou até mesmo sobre o fim dos dias.
Só posso dizer uma coisa estamos ouvindo pregações não só fora das Escrituras Sagradas como também estamos criando uma religiosidade falsa , é muito raro se ver uma pregação que tem como tema a redenção que obtivemos perante ao sacrifício de Cristo, que Ele ressuscitou para que tivéssemos novamente comunhão com Deus. Ao invés disso ouvimos “pastores” dizendo que este sacrifício foi para que tivéssemos nesta terra as melhores coisas. É muito triste de se ver pessoas indo a templos buscando o que Deus pode dar para ela e não o que ela pode dar para Deus.
O que resta fazer é orar para que os poucos cristãos que ainda tem discernimento do que está acontecendo sirvam de arauto para alertar àqueles que estão sendo enganados por falsas doutrinas.
Que Deus tenha misericórdia de nós.